14 Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. (2 Coríntios 5: 14)
Ao criar os céus e a terra, Deus olhou e viu que tudo isso era muito bom. Às vezes, eu olho para a Criação e pergunto: O que Deus queria com tudo isso? O céu, o mar, as aves, os peixes, os animais selvagens e os dóceis, eu e você... Talvez a resposta certa seja: dividir o Seu imensurável amor conosco. Sim, imensurável!
Quando olho para a Cruz, vejo a maior prova de amor da parte do Senhor: o seu Filho! Jesus estava com Deus desde sempre. Estava quando a Terra foi formada, quando Israel foi escolhido como povo e quando eu e você fomos gerados. E como o valor de uma pessoa aumenta quando ela está ali todo tempo, não é verdade? Você entende o valor de Jesus para Deus? Ele estava com Deus todo o tempo. Em Mateus 3: 17 Deus fala: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Além disso, Jesus também estava no jardim do Éden, em meio ao pecado de Adão e Eva, quando Deus falou: “Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3: 15b). Ali no Éden, Deus estava anunciando a morte de Jesus por nós, anunciando o seu amor por nós. Jesus era e é muito especial, mas nós também éramos e somos! Assim, Deus entregou uma coisa especial para salvar outra especial. É por isso que cantamos “Eu sei que foi pago um alto preço”...
Às vezes eu penso: O que a raça humana pode oferecer a Deus de bom? Por mais que se viva em santidade, a natureza do pecado ainda está em nós! Somos falhos, cheios de defeitos, queremos estar no lugar de Deus às vezes, somos mestres em murmurar e vomitar o famoso “Por que?” diante de Deus... E mesmo assim Ele escolheu dar o seu Filho unigênito e precioso por nós!
Esse amor não te constrange?
E é impressionante como o foco de Jesus era centrado em nos “libertar”. Ele viveu na época do Império Romano. Seus imperadores são famosos por terem matado inúmeros cristãos para diversão da população. Seu sistema era pra lá de escravista, havia constantes guerras para expandir o território e, além disso, na época, o imperador era Tibério. Ele colocava na moeda romana, além de sua efígie, a expressão: “Tibério César deus”. Jesus não veio para julgar essas atitudes da época. Ele não veio falar: “Olha, o Império Romano tem que parar de fazer guerra, matar pessoas e fazer tantos de escravos... Tem que parar de fazer o povo sofrer... Além disso, vou vingar a morte daqueles que morreram por acreditar em mim... Olha, Tibério, você é um mortal como tantos outros, por que está se achando um deus? E vocês fariseus? A partir de hoje não são mais autoridade religiosa máxima, quem manda agora sou eu!” O julgamento do mundo poderia acontecer ali, seria uma grande oportunidade. Mas, para Deus ainda não era o tempo. Deus quebraria suas profecias se o Juízo Final fosse ali. Jesus não veio pra isso naquele momento, mas veio “não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (João 3: 17)
Como deve doer para Ele ouvir você falar: Deus não me ama. Mas, ama! E o impressionante: de maneira incondicional! Se estou forte ou fraco, se estou caído ou de pé, se estou triste ou alegre, se roubei, se matei, se não acreditei nEle, se fiz o que era mau perante os Seus olhos... Mesmo assim Ele me ama!
Ele tem o Universo inteiro para habitar, mas escolheu um lugar especial: o coração daqueles que o aceitam, daqueles que são constrangidos pelo seu amor. Deus escolheu nos amar! Eu e você temos a difícil escolha de amá-lo também. Ele não arromba a porta, Ele bate. Ele não vai dizer: “Olha, eu morri por você, o que você vai me dar em troca?” Mas espera, que você corra atrás dEle e diga: “Obrigada por me salvar naquela cruz! Entra na minha casa, entra na minha vida hoje e sempre.” Amém!
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