domingo, 6 de novembro de 2011

Os nossos gigantes Golias

Nos nossos maiores conflitos, perdas, lutas, tribulações... Nos sentimos menores do que realmente somos e incapazes de ser aquilo que Deus quer que sejamos ou façamos!
Seja nos ministérios, em casa, no trabalho, na escola, na igreja, na faculdade... Sempre haverão mensageiros de Satanás que nos farão crer que tudo é em vão!  Pra que orar, jejuar, ir na igreja, estudar, trabalhar... Se tudo têm dado errado? Cadê Deus? Quem nunca falou isso, não é verdade?
A famosa história de Davi e Golias, ouvi-a diversas vezes na infância, mas foi numa tarde de domingo há dois anos atrás que Deus falou algo que jamais esquecerei e que deve estar no coração daqueles que amam a Deus todos os dias.
       Quem era Davi? O homem segundo o coração de Deus. Esta é a definição bíblica pra ele. Quando enfrentou Golias, ainda era pastor de ovelhas, o mais moço dos oito filhos de Jessé, ruivo e de boa aparência.
       Quem era Golias? Um soldado incrível! Era parte do exército filisteu, o inimigo. Guerreiro desde a mocidade. Tinha seis côvados e um palmo de altura (2.90 metros). Sua armadura pesava cerca de 64kg, o dobro do peso que um soldado moderno carrega. E seu ego era imensurável.
         Golias era incrivelmente assustador! Desafiava o exército de Israel todos os dias, pela manhã e pela tarde, e ninguém ousava lutar contra ele. E quão assustadores parecem nossos problemas... É mais fácil deixar a ousadia de lado nessas horas... Davi foi mandado ao exército pelo pai para ver como seus três irmãos soldados estavam na guerra... Ao chegar lá, veio Golias também, e como costumava fazer, desafiou novamente o exército israelita.
        Davi, ao ouvi-lo, indignou-se e quis lutar contra Golias. Ouvindo o rei Saul isso, chamou a Davi que lhe deu armadura completa. Coitado de Davi... Além de muito jovem, não conseguiu andar, nunca havia usado uma antes... Foi a luta sem ela... Pegou seu cajado e sua funda de pastor de ovelhas e mais cinco pedras.
          Uau! Que fé!
        Golias ao vê-lo, zombou! Quem era Davi perto dele? Um menino que sequer havia levantado uma espada na vida... Mas um menino cheio de Deus! E foi essa confiança em Deus que o ajudou a derrotar aquele tremendo gigante com apenas uma pedra...
Quantas vezes nossa fé é anulada diante das circunstâncias? Nossos Golias têm nos afrontado diariamente e esquecemos o Deus que pode mudar tudo, do Deus que não precisa de sua força ou de seu talento para manusear uma armadura. Ele quer apenas confiança, fé. O resto não interessa... Davi usou uma pedra pra derrotar aquele soldado incapaz de ser derrotado segundo os olhos do exército de Israel. Às vezes, é preciso apenas uma oração, uma palavra... Algo tão pequeno e cheio de fé quanto foi a pedra de Davi.
Não importa o tamanho de nosso gigante nem o fato de nunca ter levantado uma espada! Devemos desviar o foco de nossas limitações e olhar para os Golias de nossa vida cristã e dizer aquilo que Davi disse: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.” Amém!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

“Lançai a rede ao mar!”


5 Respondeu-lhe Simão Pedro: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes.
6 Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-lhes as redes. (Lucas 5: 1 a 11)

         Tenho um livro que narra todas as histórias da vida de Jesus, e o melhor de tudo é que ele raramente interpreta o que de fato elas querem dizer, que é a parte difícil. O autor deixa para os leitores a difícil tarefa de ralar em oração para entender as entrelinhas dos ensinamentos de Jesus. Em especial, gosto muito do jeito que ele narra a pescaria de Pedro, Tiago e João e vou colocá-la em partes aqui.

         “Jesus precisa de um barco; Pedro o fornece. Jesus prega; Pedro fica contente com o que ouve. Jesus, porém, sugere uma viagem de pescaria no meio da manhã, e Pedro lhe dá aquela olhada. É o olhar que diz: “Não é hora de fazer isso”. Passa os dedos pelo cabelo e diz, suspirando: “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada”.
            O barco flutuou a noite inteira sobre o manto negro do mar sem pegar nenhum peixe. As lanternas de barcos distantes balançavam como vaga-lumes. Os homens lançavam as redes e enchiam o ar com o som de sua atividade.
            Ah, o que Pedro deve ter pensado. “Estou cansado. Cansado até a alma. Quero comer e dormir, não sair para pescar. Pedro não demonstra entusiasmo. Ele não tem nenhum. Naquele momento precisava desdobrar as redes, puxar os remos e convencer Tiago e João a adiarem o descanso. Ele tinha de trabalhar. Se a fé fosse medida em centímetros, a dele estava na casa dos décimos de milésimos. Inspirado? Não. Mas obediente? Admiravelmente. E um décimo de milésimo era tudo o que Jesus queria.
            Pedro joga a rede, deixa que ela bata na água e então observa enquanto ela desaparece. Gosto de pensar que, enquanto segurava a rede, Pedro olha para Jesus por cima do ombro. Também gosto de pensar que, sabendo que Pedro está prestes a ser puxado para a água, Jesus começa a sorrir, tenta se conter mas não consegue. O barco fica cheio, a ponto de querer afundar.”

         Cansar de algo faz parte de nossa natureza humana. Não falo do cansaço que termina com uma boa noite de sono, mas daquele que te desanima a ponto de não querer prosseguir ou daquele que sempre te irrita.
         A convivência na Igreja às vezes gera esse tipo de cansaço. Todo mundo tem defeitos. Mas alguns, na obra de Deus, são inaceitáveis. Lembro de quando eu era líder do Ministério de Louvor o quanto algumas coisas geravam cansaço. Não haver bateria e corda para o violão ou o compromisso de chegar na hora certa dos ensaios me fazia subir ao teto! Era obrigação minha estabelecer as funções de cada integrante da banda, dentre outras coisas, e uma das regras era: “Cada um cuida de seu instrumento!”. E como essa regra era quebrada. Cansava de chamar a atenção para esses detalhes que impedia o ensaio, mas nem sempre adiantava... Aí pensava: “Não vou chamar mais atenção, fulano não vai mudar!”. Desisti de lançar as redes ao mar!
         Quantas vezes você deixou de lançar as redes ao mar? Sempre tem algo que faz a gente pensar: “Vou desistir, não está dando certo!”    
         O cansaço nos causa desânimo! Pedro passou horas tentando conseguir peixes! Às vezes, passamos horas, dias, meses em prol de coisas pelas quais temos recebido pouco ou até mesmo nada. Às vezes, você tem orado e nada; tem trabalhado muito e nada; tem estudado muito e nada; tem pedido tanto para as pessoas corrigirem seus erros e nada; tem evangelizado e nada; tem lutado contra a maré e nada; tem enfrentado a tribulação e nada...
         Não sei o que tem causado o seu cansaço... Mas Deus sabe, e Ele te dá esta palavra: Lance sua rede ao mar novamente! Oro para que você continue a lutar por aquilo que parece impossível e para que Deus faça a parte dEle na sua vida! Um pouquinho de fé e seu barco vai quase afundar de tanto peixe! Amém!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O amor de Deus

14 Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. (2 Coríntios 5: 14)

Ao criar os céus e a terra, Deus olhou e viu que tudo isso era muito bom. Às vezes, eu olho para a Criação e pergunto: O que Deus queria com tudo isso? O céu, o mar, as aves, os peixes, os animais selvagens e os dóceis, eu e você... Talvez a resposta certa seja: dividir o Seu imensurável amor conosco. Sim, imensurável!
Quando olho para a Cruz, vejo a maior prova de amor da parte do Senhor: o seu Filho! Jesus estava com Deus desde sempre. Estava quando a Terra foi formada, quando Israel foi escolhido como povo e quando eu e você fomos gerados. E como o valor de uma pessoa aumenta quando ela está ali todo tempo, não é verdade? Você entende o valor de Jesus para Deus? Ele estava com Deus todo o tempo. Em Mateus 3: 17 Deus fala: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Além disso, Jesus também estava no jardim do Éden, em meio ao pecado de Adão e Eva, quando Deus falou: “Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3: 15b). Ali no Éden, Deus estava anunciando a morte de Jesus por nós, anunciando o seu amor por nós. Jesus era e é muito especial, mas nós também éramos e somos! Assim, Deus entregou uma coisa especial para salvar outra especial. É por isso que cantamos “Eu sei que foi pago um alto preço”...
Às vezes eu penso: O que a raça humana pode oferecer a Deus de bom? Por mais que se viva em santidade, a natureza do pecado ainda está em nós! Somos falhos, cheios de defeitos, queremos estar no lugar de Deus às vezes, somos mestres em murmurar e vomitar o famoso “Por que?” diante de Deus... E mesmo assim Ele escolheu dar o seu Filho unigênito e precioso por nós!
Esse amor não te constrange?
E é impressionante como o foco de Jesus era centrado em nos “libertar”. Ele viveu na época do Império Romano. Seus imperadores são famosos por terem matado inúmeros cristãos para diversão da população. Seu sistema era pra lá de escravista, havia constantes guerras para expandir o território e, além disso, na época, o imperador era Tibério. Ele colocava na moeda romana, além de sua efígie, a expressão: “Tibério César deus”. Jesus não veio para julgar essas atitudes da época. Ele não veio falar: “Olha, o Império Romano tem que parar de fazer guerra, matar pessoas e fazer tantos de escravos... Tem que parar de fazer o povo sofrer... Além disso, vou vingar a morte daqueles que morreram por acreditar em mim... Olha, Tibério, você é um mortal como tantos outros, por que está se achando um deus? E vocês fariseus? A partir de hoje não são mais autoridade religiosa máxima, quem manda agora sou eu!” O julgamento do mundo poderia acontecer ali, seria uma grande oportunidade. Mas, para Deus ainda não era o tempo. Deus quebraria suas profecias se o Juízo Final fosse ali. Jesus não veio pra isso naquele momento, mas veio “não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (João 3: 17)
Como deve doer para Ele ouvir você falar: Deus não me ama. Mas, ama! E o impressionante: de maneira incondicional! Se estou forte ou fraco, se estou caído ou de pé, se estou triste ou alegre, se roubei, se matei, se não acreditei nEle, se fiz o que era mau perante os Seus olhos... Mesmo assim Ele me ama! 
Ele tem o Universo inteiro para habitar, mas escolheu um lugar especial: o coração daqueles que o aceitam, daqueles que são constrangidos pelo seu amor. Deus escolheu nos amar! Eu e você temos a difícil escolha de amá-lo também. Ele não arromba a porta, Ele bate. Ele não vai dizer: “Olha, eu morri por você, o que você vai me dar em troca?” Mas espera, que você corra atrás dEle e diga: “Obrigada por me salvar naquela cruz! Entra na minha casa, entra na minha vida hoje e sempre.” Amém!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Que tipo de casa interior temos construído?

24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;
25  e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.
26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;
27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopravam os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
(Mateus 7: 24 a 27)

         Olhando a realidade das multidões que acompanhavam o Mestre, vejo que ela não é muito diferente da nossa. Eram pessoas que ouviam as palavras que Jesus dizia e criam que ele era o Filho de Deus. Entretanto, o que estamos fazendo com todos esses ensinamentos? Será que nossa casa interior está sobre a rocha ou sobre a areia?
         Construir uma casa interior não é uma tarefa fácil, mas todos têm uma. E logo, logo as tempestades da vida revelam qual tipo de material temos utilizado para construí-la.
         Jó, para mim, é um exemplo de palácio interior. Perdeu todos os seus filhos, seus servos, seus bens, a saúde... Para muitos, depois de tanta desgraça, o suicídio seria a melhor alternativa, a melhor escolha, a saída para tanta dor. Sabemos o quanto é difícil superar qualquer tipo de perda. E as perdas de Jó, são quase insuportáveis.
         Mas o que faz um homem para que tenha a paciência e a confiança em Deus tão grande, para que supere tudo? O segredo de Jó e o conselho de Cristo nesta parábola eram: firmem suas casas na rocha (Jesus)!
         Cada palavra e mensagem da Bíblia é um tipo de material que usamos para construir e firmar nossas casas na rocha. “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.” “Deus é amor.” “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre.” “No mundo, passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” E Tantos outros... Todos são versículos bastante conhecidos, mas devem deixar de simplesmente serem ouvidos para serem praticados. Não é fácil, mas também não é impossível.
Ficam aí também as palavras de Deus para Josué:
“Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.”
Amado, pare de acreditar que você é um derrotado, e fraco demais para agüentar tudo... Seja forte para enfrentar seu medos, suas limitações! Seja corajoso para enfrentar os sofrimentos! Deus é maior que tudo e está contigo por onde quer que andares (na dor, na alegria, nas tragédias... Ele está com você!). Firme sua casa na rocha, para que você agüente as tempestades e os transbordamentos de rios a que estamos sujeitos e alimente-se daquilo que nos fortalece e nos conforta diante das piores interrogações e dúvidas: a Palavra de Deus! Aleluia!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nosso combustível

Entenda como a fé pode mudar a sua vida e ser o combustível que vence as tribulações


O justo viverá pela fé. (Gálatas 3: 11)
         Foi esse o versículo que mudou a história do Cristianismo no século XVI. Martinho Lutero ao lê-lo, mudou suas concepções de salvação e da vida cristã naquela época, o que contrariou a Igreja, que defendia que a fé acrescentada às boas obras leva a salvação. Foi a partir dali, com a Reforma Protestante, que os evangélicos nasceram.  
         O evangelho pregado levou um banho enorme. Já não se falavam que os pobres iriam para o inferno, como também já não havia venda de lugar no céu. As pessoas passaram a ter acesso à Bíblia, coisa restrita aos estudiosos da Igreja, aliás, uma minoria. Graças a Reforma, eu e você, no conforto de nossos lares ou em qualquer lugar, podemos falar, ouvir, decorar e ser transformados quando as boas novas do Evangelho são anunciadas e quando o amor de Deus passa a habitar os nossos corações. E para que isso se renove dentro de nós, é preciso viver pela fé.
         Lembro-me de um colega meu do 2º ano que acreditava apenas em Deus como um Criador, nada de Bíblia, nada de Jesus como um Salvador, nenhuma história. A fé dele se resumia em apenas uma frase: “Deus criou o mundo e deu de presente para o homem, Ele não está mais entre nós!”.  Apesar disso, ele conhecia um pouco da Bíblia e gostava de me testar. Ainda bem que ele sempre perdia. Um dia ele me perguntou: “Você acredita realmente que um grande peixe engoliu Jonas? Você é louca!”. Nessas horas a gente ri para não chorar. Respondi para ele: “Se na Bíblia estivesse escrito que Jonas engoliu o grande peixe, acreditaria da mesma forma!”
         Naquele momento lembrei-me de Paulo quando escreve aos Coríntios no primeiro capítulo, assim: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” Para os perdidos, somos loucos quando andamos com a Bíblia, quando falamos de quem nos salvou, quando cantamos que as nossas vidas são escritas para Deus, quando acreditamos no impossível... Mas para mim, para você, amado irmão, é “poder de Deus”.
É pela fé que eu escrevo estas palavras, e é por ela também que você as lê. É pela fé, que mesmo depois de 2000 anos ainda aguardamos a volta de Cristo. É por ela que você vem a Igreja, e é por ela que a Bíblia é o livro mais vendido do mundo.
Talvez você tem vivido momentos em que é preciso vencer, virar a página e escrever novos capítulos. Deus tem visto sua luta e estado ao seu lado. Quero ministrar na sua vida as palavras em I João: “e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” É a fé que você tem em Deus que vencerá aquilo que tem te derrubado e feito você menos feliz. Pela fé, suas orações serão ouvidas e a obra de Deus será feita!
Quando alguém te chamar de louco por acreditar na “palavra da cruz”, lembre-se de que é essa fé que te move, te faz vencer e te torna um campeão diante das circunstâncias da vida. Oro para que sua vida seja transformada cada dia, e que a sua fé possa te levar a lugares altos! Aleluia!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Os nossos gigantes Golias

         Nos nossos maiores conflitos, perdas, lutas, tribulações... Nos sentimos menores do que realmente somos e incapazes de ser aquilo que Deus quer que sejamos ou façamos!
         Seja nos ministérios, em casa, no trabalho, na escola, na igreja, na faculdade... Sempre haverá mensageiros de Satanás que nos farão crer que tudo é em vão!  Pra que orar, jejuar, ir na igreja, estudar, trabalhar... Se tudo têm dado errado? Cadê Deus? Quem nunca falou isso, não é verdade?
         A famosa história de Davi e Golias, ouvi-a diversas vezes na infância, mas foi numa tarde de domingo há dois anos atrás que Deus falou algo que jamais esquecerei e que deve estar no coração daqueles que amam a Deus, todos os dias.
         Quem era Davi? O homem segundo o coração de Deus, é a definição bíblica pra ele. Quando enfrentou Golias, ainda era pastor de ovelhas. Era o mais moço dos oito filhos de Jessé, ruivo e de boa aparência.
         Quem era Golias? Um soldado incrível! Era parte do exército filisteu, o inimigo. Guerreiro desde a mocidade. Tinha seis côvados e um palmo (2.90 metros) de altura. Sua armadura pesava cerca de 64kg, o dobro do peso que um soldado moderno carrega. E seu ego era imensurável.
         Golias era incrivelmente assustador! Desafiava o exército de Israel todos os dias, pela manhã e pela tarde, e ninguém ousava lutar contra ele. E quão assustadores parecem nossos problemas... É mais fácil deixar a ousadia de lado nessas horas...
         Davi foi mandado ao exército pelo pai para ver como seus três irmãos soldados estavam na guerra... Ao chegar lá, veio Golias também, e como costumava fazer, desafiou novamente o exército israelita.
         Davi, ao ouvi-lo, indignou-se e quis lutar contra Golias. Ouvindo o rei Saul isso, chamou a Davi que lhe deu armadura completa. Coitado de Davi... Além de muito jovem, não conseguiu andar, nunca havia usado antes... Foi a luta sem ela... Pegou seu cajado e sua funda de pastor de ovelhas e mais cinco pedras.
         Uau! Que fé!
         Golias ao vê-lo, zombou! Quem era Davi perto dele? Um menino que sequer havia levantado uma espada na vida... Mas um menino cheio de Deus!
         E foi essa confiança em Deus que o ajudou a derrotar aquele tremendo gigante com apenas uma pedra...
         Quantas vezes nossa fé é anulada diante das circunstâncias? Nossos Golias têm nos afrontado e esquecemos o Deus que pode mudar tudo, do Deus que não precisa de sua força ou de seu talento para manusear uma armadura. Ele quer apenas confiança, fé. O resto não interessa... Davi usou uma pedra pra derrotar aquele soldado incapaz de ser derrotado segundo os olhos do exército de Israel. Às vezes, é preciso apenas uma oração, uma palavra... Algo tão pequeno e cheio de fé quanto foi a pedra de Davi.
         Não importa o tamanho de nosso gigante nem o fato de nunca ter levantado uma espada! Devemos desviar o foco de nossas limitações e olhar para os Golias de nossa vida cristã e dizer aquilo que Davi disse: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.” Amém!